Eu fico com os livros

22 novembro 2008

"Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa." (BBC Brasil)

Já tinha refletido sobre isso e concordado. Mas, hoje, num sábado não-usual, folgada em casa, tive a certeza disso.
Resolvi matar o tempo procurando algo pra assistir. Parei no canal E!, da TV a cabo. É meio inútil, porém gosto de ver as cirurgias plásticas feitas pelos cirurgiões de Miami. Tem coisa que é obra de arte!

O programa que estava passando se chama True Hollywood Story que "vasculha" a vida de famosos que causaram polêmica e tem um bando de jornalistas imbecis contando tim-tim por tim-tim do que sabem.

A julgada desse episódio era a cantora Britney Spears e como foi triste vê-la exposta daquele jeito. Dentre muitas coisas, mostraram seu fracasso como mãe, quando raspou a cabeça durante um surto, namorando um paparazzi, louca nas mais variadas baladas. Meu Deus!

E minha cabeça ficou trabalhando.

Primeiro, senti pena de mim por estar tão envolvida assistindo aquilo. Como a televisão manipula as pessoas, mostra o que quer, faz lavagem cerebral.

Depois, senti pena dela que não consegue ter uma vida normal. Imagino o quanto é traumático e confuso. O quanto ela se sente pequena em relação às críticas da mídia, o quanto sua auto-estima é afetada e seu bom senso também.

E finalmente, vi que não há nada como ler um bom livro. Com eles, não me sinto um vegetal, somente absorvendo as informações que são atiradas. Eu posso parar pra refletir, pra imaginar algo diferente, pra não aceitar o final e dizer que não gostei. Me sinto escrava do prazer de absorver as palavras, o novo, as personagens sempre tão ricas em detalhes.
Não detalhes superficiais, monótonos e maléficos como os expostos na TV.

"De ontem,
de barro feito
na madeira esculpido,
no papel grafado,
o livro inovou,
ensinou, motivou.
Hoje, no papel,
na tela, na pele,
na palma, na alma,
ensina e fascina..."

(Maria do Carmo Silva Soares)

10 comentários:

na disse...

Ree, minha anja!!!COMPLEXOS DO CORAÇÃO!!! Li, amei e chorei!!! ESGOTE AS POSSIBILIDADES..

UM beijo. Te adoro MUITOOOOO

Filipe Garcia disse...

ola
nem sei muito bem como, mas vim parar ao teu blog, que achei muito interessante e sobretudo muito cuidado.

eu gostaria de saber se poderia falar contigo para perguntar duas ou três questões técnicas.

Estou organizando tb um blog e ha coisa em q vc talvez me pudesse ajudar, se tiver disponibilidade é claro.

Se for o caso por favor diga algo para filipegarcia@gmx.net

Obrigado!

Filipe

Fernanda Pereira disse...

Rê (meu eu demoro uma vida pra achar o lugar de comentar), eu tbem não me entendo bem com a TV não...=/

Até das aulas de telejornalismo na faculdade eu fujo, e eu amo ler, mas...não sei se concordo com a tal pesquisa...enfim

Beijos

João da Silva disse...

Eu diria que sou eclético. Leio muito, pois adoro ler; entretanto, quando estou cansado, ora, há programas de televisão muito bons. Estudos feitos nos EUA revelam que muitas vezes, quando a cabeça está etressadíssima, é melhor o programa totalmente inútil, fraquinho mesmo, que aquele que nos faça pensar. Vá entender essa maquina chamada cérebro, não? Entre cansaços e repousos, talvez o mesclar isso e aquilo seja a solução ideal.
Adoro seus posts, pois você sempre me obriga a pensar muito.
Beijos do JOão

elaine_meds disse...

Ree... Força nessa peruca!
(nem sei porqe lhe desejo ainda mais forças, porque é visível que isso não lhe falta)
TUDO pode mudar, e etudo muda o tempo todo no mundo!
beijos,
Laine.

Priscila Meds disse...

tem tbem as peças de teatro né Rê... são ótimas pra distrair!
Meaaaaaaaaaaaauuuuuuuu! rs

Cadinho RoCo disse...

O maior problema da televisão chama-se tempo. Aí surgem temas propostas até legais, mas por força do tempo, fica tudo condensado demais. Este processo oferece duas consequências básicas. A primeira é a que propõe a sensação de que tudo é muito banal. E a segunda é exatamante a que você narra, aquela que termina na inevitável pergunta: o que faço aqui?
Hoje, limito-me a ver na televisão filmes e um ou outro noticiário, porque os noticiários sofrem do mesmo mal imposto pelo tempo.
Cadinho RoCo

Nina disse...

Ahh Renata, eu tbm fico com o livro. Pra ser bem sincera,eu odeio televisão, não tem quase nada que vale à pena :(
vc fica só pulando de galho em galho e dificilmente encontra algo de bom.

mas filme, eu adoro!

beijinho querida

Jamille Lobato disse...

To contigo, e sempre digo e as pessoas se assustam que eu ODEIO tv...
Queres me ver feliz, indique-me um bom livro.

Abraços.

Igor Garcia disse...

Rê, sua inspiração me emociona sabia? ;-) Eu só uso a televisão para 3 coisas: filmes, os bons seriados americanos (tipo House e Lost) e desenho, para eu rir! O resto DELETO, não perco meu tempo nem vendo jornal!

Isso é uma matéria sensacionalista para telespectadores masoquistas Rê, so isso. Vc acha que o Datena, só existe aqui? No mundo inteiro tem programa igual ou pior do que o dele! Marcia Goldsmith? É copia da televisão americana. Porque exsitem esses programas? porque tem pessoas que assistem!
No caso do Canal E!, vem de brinde, senão ninguém pagava para ver isso. Apesar do que, tem muita gente que pagaria. Se não não existira assinatura da revista Caras!

Já fiz inumeras vezes desligar a tv e o micro e ler, numa viagem só minha, quase como um sonho.

Nenhum programa de televisão faz isso com vc! XD

Bjs n'alma!