A Fonte da Sorte

18 dezembro 2008

Para os fãs de Harry Potter, J. K. Rowling preparou uma surpresa: Os contos de Beedle, o Bardo. O mais interessante é que os royalties da venda do livro serão doados ao Children´s High Level Group, uma organização que faz campanhas para promover os direitos das crianças e melhorar a vida de jovens em condições precárias.

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Eu, fã de carteirinha, não ia deixar de comprar pra integrar a coleção. Já devorei! São contos pequenos, de mensagens simples, mas contadas de um jeito encantador. Deixo aqui trechos do conto que mais gostei.

"No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a Fonte da Sorte.

Uma vez por ano, entre o nascer e o pôr-do-sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira.

No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. Homens e mulheres, ricos e pobres, jovens e velhos, dotados ou não de poderes mágicos reuniam-se no escuro, cada qual na esperança de ser o escolhido para entrar no jardim.

Três bruxas, com seus problemas e preocupações encontraram-se nas cercanias da multidão, e contaram umas às outras suas tristezas enquanto esperavam o sol nascer.

A primeira, cujo nome era Asha, sofria de uma doença que nenhum curandeiro conseguia eliminar. Ela esperava que a fonte fizesse desaparecer os seus sintomas e lhe concedesse uma vida longa e feliz.

A segunda, Altheda, tivera sua casa, seu ouro e sua varinha roubados por um bruxo malvado. Ela esperava que a fonte a aliviasse de sua fraqueza e pobreza.

A terceira, que se chamava Amata, fora abandonada por um homem a quem amava profundamente e, acreditava que seu coração partido jamais se recuperaria. Ela esperava que a fonte acabasse com sua dor e saudade.

Apiedando-se uma das outras, as três mulheres concordaram que, se lhes coubesse a chance, elas se uniriam e tentariam chegar à fonte juntas.

O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. A multidão avançou, cada pessoa exigindo, aos gritos, a benção da fonte. Plantas rastejantes do interior do jardim serpearam pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda, que segurou as vestes da terceira. Essa última, Amata, se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético.

Os gritos furiosos da multidão desapontada se ergueram no ar e silenciaram quando os muros do jardim se fecharam mais uma vez.

(...)

Enrolado na base do morro, havia um monstruoso verme branco, inchado e cego. À aproximação do grupo, ele virou uma cara feia e malcheirosa e proferiu as seguintes palavras: "Paguem-me a prova de suas dores." 

O Cavaleiro Azarado sacou a espada e tentou matar o bicho, mas a espada se partiu. Então Altheda atirou pedras enquanto Asha e Amata experimentaram todos os feitiços que podiam. Entretanto, o verme não quis deixá-los passar e Asha, desesperada, começou a chorar.

O verme se encostou ao rosto dela e bebeu suas lágrimas. Saciada sua sede, deslizou para um lado e sumiu por um buraco no chão.

- CONTINUA -

2 comentários:

Vanessa disse...

Olha , como eu sou fã tb eu li só meio post, os textos eu deixo pra depois. Vc me lembrou que não tem mais livro do Potter este ano e eu normalmente os lia no natal. Foram 7 natais, uma tradição. Buáaaaaaaaaaa.

bjs

Keila Adan disse...

aaaah, eu to lendo :)
lindo né?