A Fonte da Sorte - continuação

18 dezembro 2008

- CONTINUAÇÃO DO POST ABAIXO -

... Exultantes com o sumiço do verme, começaram a subir o morro, certos de que chegariam à fonte antes do meio-dia.

A meio caminho da subida íngreme, porém, eles encontraram palavras gravadas no chão: Paguem-me os frutos do seu árduo trabalho.

 O Cavaleiro Azarado apanhou sua única moeda e colocou-a na encosta relvada, mas ela rolou para longe e se perdeu.

Eles continuaram a subir, e, embora tivessem andado durante horas, não avançaram um único passo. Todos se sentiam desanimados quando viram o sol passar sobre suas cabeças e começar a declinar em direção ao longínquo horizonte, mas Altheda andou mais rápido, e empenhando mais esforço do que os demais, estimulava-os a seguir seu exemplo. À medida que as gotas do seu suor caíam, cintilantes, na terra, a inscrição que bloqueava o caminho desaparecia, e eles descobriram que podiam prosseguir.

Correram para o alto o mais rápido que puderam, até que, por fim, avistaram a fonte.

Antes de alcançá-la, no entanto, encontraram barrando o seu caminho, um riacho que circundava o topo do morro. No fundo da água transparente havia uma pedra lisa com as seguintes palavras: Paguem-me o tesouro do seu passado.

O Cavaleiro tentou atravessar o curso d´água flutuando sobre seu escudo, mas afundou.

Eles começaram, então, a refletir sobre o significado na mensagem e Amata foi a primeira a compreendê-la. Apanhando a varinha, apagou da mente todas as lembranças dos momentos felizes que passara com o seu amor desaparecido e deixou-as cair na correnteza. O riacho as levou para longe, deixando aparecer pedras planas e, finalmente eles puderam atravessar em direção ao topo do morro.

(...)

Chegou a hora de decidir qual deles iria se banhar. Antes, porém, que chegassem a uma conclusão, a franzina Asha tombou no chão. Exausta com o esforço da subida, estava à beira da morte. Seus três amigos a teriam carregado até a fonte, mas Asha, em agonia mortal, lhes pediu que não a tocassem. Athelda colheu ervas que julgou mais úteis, fez uma poção e levou-a à boca de Asha.

Na mesma hora, Asha se pôs de pé e exclamou que estava curada. Decidiu então, que Altheda devia se banhar. Esta porém, estava ocupada demais colhendo mais ervas em seu avental. Pensava que, se foi capaz de curar aquela dpença, poderia ganhar muito ouro. Permitiu que Amata se banhasse.

Amata sacudiu a cabeça. O riacho tinha lavado todos os seus desapontamentos de amor, e ela percebia agora que o antigo amado fora insensível e infiel, e que era uma grande felicidade ter se livrado dele. Disse então que o cavaleiro devia banhar-se em recompensa por sua nobreza.

Ele avançou e se ergueu das águas sentindo-se glorioso com seu triunfo, e se atirou, ainda vestindo a armadura enferrujada aos pés de Amata, a mulher mais bondosa e bela que já contemplara. Alvoroçado com o sucesso, pediu sua mão e seu coração, e Amata, não menos feliz, percebeu que encontrara um homem que a merecia.

As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, de braços dados, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar que as águas da fonte não possuíam encanto algum."

4 comentários:

Georgia disse...

Renata, muito interessante.

Vc conhece o meu outro blog sobre livros?

Passa por lá e vê se gosta.

http://www.elasestaolendo.blogspot.com/

Gostaria que vc pudesse participar por lá.

Um abraco

Georgia disse...

hahahahaha, esqueci de olhar o cronograma, mas nao faz mal reforcar, nao é?

Olha, estaremos colocando uma mensagem de natal no dia 24 por lá, quer me enviar uma frase sua?

O post será feito por todas vcs. Manda para saiajusta4@gmail.com

Bjus

Vanessa disse...

Por motivos já explicados, não li o post!!

Renata , visite o blog da georgia, é muito bom e , participe!!!


:-)

beijos

dácio jaegger disse...

Renata, parece que o mundo da magia está na nossa capacidade de crença, na capacidade da busca a todo custo. Acho que o que é sobre-humano sempre depende do esforço do simples humano, não? Beijos